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Moedas de 2 mil anos são achadas em caverna.

Uma reserva preciosa de moedas do período romano e do final da Idade do Ferro - o último período usado para classificar as sociedades pré-históricas - foi descoberta em uma caverna onde permaneceu intacta por mais de 2 mil anos.
O tesouro foi encontrado em Dovedale, no condado de Derbyshire, no centro da Inglaterra, por um indivíduo que se deparou inicialmente com quatro moedas. A descoberta deu início à escavação completa do local.
Segundo especialistas, é a primeira vez que são
 encontradas moedas do período romano e do
final da Idade do Ferro enterradas juntas.
Segundo especialistas, é a primeira vez que se encontram moedas dessas duas civilizações distintas enterradas juntas.

'Riqueza e poder'

Os arqueólogos descobriram 26 moedas, incluindo três do período romano, que datam de antes da invasão das ilhas britânicas pelo Exército de Roma, em 43 d.C.
Foram encontradas também 20 peças de ouro e prata que datam dos últimos anos da Idade do Ferro, que na Grã-Bretanha engloba o período 800 AC-100 DC. Os artefatos pertenceriam à tribo Corieltavi, que vivia na ilha antes da invasão romana.
Apesar de moedas romanas serem normalmente encontradas no campo, acredita-se que esta seja a primeira vez que elas são encontradas em uma caverna.
"As moedas sugerem a quantidade de riqueza e poder do indivíduo que as possuía", disse a arqueóloga da entidade britânica do patrimônio histórico, o National Trust.
"Durante a Idade do Ferro, moedas eram usadas mais como um símbolo de poder e status do que para comprar e vender alimentos e outras necessidades."

'Descoberta emocionante'
O maior tesouro de ouro e prata da Idade do Ferro já encontrado na Grã-Bretanha foi descoberto por um arqueólogo amador próximo a Hallaton, no condado de Leicestershire, no ano 2000.
Mais de 5 mil moedas, jóias e um capacete romano banhado a prata estavam entre os tesouros encontrados durante a escavação.
O curador de moedas romanas e da Idade do Ferro do Museu Britânico, Ian Leins, disse que apesar de não ser tão numeroso quanto a descoberta de Hallaton, o tesouro encontrado em Dovedale é "emocionante".
Pela primeira vez, a National Trust contou com a ajuda de ex-soldados que estiveram no Afeganistão para ajudar na escavação.
As moedas foram limpas por especialistas em conservação do Museu Britânico e da University College London, e ficarão expostas permanentemente no museu de Buxton a partir do final deste ano.

Fonte: www.noticias.uol.com.br/

Exposição resgata vida e lendas dos vikings

O Museu Britânico, em Londres, vai sediar, a partir de março, sua primeira grande exposição sobre os vikings em mais de 30 anos. Entre os objetos expostos estão estas peças de xadrez que datam do fim do século 12.
O objeto principal da exposição é este navio, a mais comprida embarcação viking já encontrada e com mil anos de idade. As toras de madeira de 37 metros foram embaladas individualmente, despachadas para Londres e remontadas para a exposição.
O navio será exposto ao lado de artefatos vikings da própria coleção do Museu Britânico e de outras coleções na Grã-Bretanha e na Irlanda. Estes objetos, que datam de 900 d.C., foram encontrados por detectores de metal em 2007 e adquiridos pelo Museu Britânico.
A mostra tem como objetivo evidenciar o papel dos vikings como saqueadores e comerciantes. Acima, um colar do século 10. "Os vikings gostavam muito de obter ouro e prata", diz o curador Gareth Williams. "(Os metais preciosos) eram seu meio favorito de expressar poder, riqueza e status."
"Os vikings gostavam muito de obter ouro e prata", diz o curador Gareth Williams. "(Os metais preciosos) eram seu meio favorito de expressar poder, riqueza e status."
A exposição incluirá esqueletos recém-escavados de uma vala comum de vikings que foram executados e decapitados na Inglaterra. "É uma recordação de que os vikings nem sempre foram guerreiros invencíveis, como diz a lenda", agrega Williams.
O curador diz que os visitantes não devem esperar ver estereótipos associados aos vikings, como o capacete com chifres nas laterais - que aparentemente foram inventados por ilustradores no século 19. Acima, figura que remete a Odin, entre 800 e 1050.


Fonte: www.bbc.co.uk

Arqueólogos dizem ter encontrado osso de rei Alfredo, o Grande

Uma equipe de arqueólogos anunciou, esta sexta-feira, que pode ter encontrado um dos ossos do rei Alfredo, o Grande, que no século IX combateu os "viking" e lançou as bases da Inglaterra como nação.

Testes indicaram que um osso pélvico descoberto numa caixa num museu em Winchester, sul da Inglaterra, pertence provavelmente aquele monarca ou ao seu filho o rei Eduardo, o Velho, referiram.

O osso foi num local próximo desta igreja
anglo-saxónica
O osso esteve armazenado desde que foi descoberto em 1999 em escavações num parque de estacionamento, que tinha sido construído sobre o local de uma catedral anglo-saxónica.

Alfredo foi coroado rei de Wessex aos 22 anos e mais tarde uniu a Inglaterra. Governou de 871 até à sua morte com 50 anos, em 899.

Nick Thorpe, do departamento de arqueologia da Universidade de Winchester, disse que os cientistas estão "muito animados por terem conseguido estabelecer uma ligação plausível entre aquele osso humano e uma daquelas duas figuras cruciais da história de Inglaterra".

A descoberta foi feita alguns meses depois de investigadores dizerem que encontraram restos do rei Richard III, do século XV, sob outro parque de estacionamento na cidade de Leicester, no centro de Inglaterra

Fonte: www.jn.pt/


As cores da Idade Média

Pela primeira vez, Biblioteca Britânica expõe 150 iluminuras de seu acervo. Obras foram produzidas entre os séculos IX e XVI

Representação de um casamento
 real inglês que faz parte da mostra
A iluminura foi a principal técnica utilizada para ilustrar manuscritos na Idade Média. Esse grafismo, executado tanto na decoração das letras capitulares como em pinturas em miniaturas, revela a face mais colorida da “Idade das Trevas”. Pela primeira vez, a Biblioteca Britânica, que reúne uma das principais coleções de manuscritos medievais do mundo, expõe 150 deles. São obras raríssimas, reunidas por reis e rainhas ingleses entre os séculos IX e XVI. 

Segundo o curador Scot McKendrick, enquanto parte do legado da monarquia britânica é bem conhecida do público, como o castelo de Windsor e a abadia de Westminster, os manuscritos reais permaneceram quase escondidos. “O fato de estarem menos acessíveis fez, por outro lado, que permanecessem extremamente bem preservados”, diz. “O ouro usado nas páginas continua hoje com o mesmo brilho de séculos atrás”. 

A exposição vem acompanhada não apenas pelo tradicional catálogo (448 páginas) como também por um aplicativo para dispositivos móveis (tablets e smartphones), com 58 manuscritos da exposição, acompanhados de textos interpretativos, além de 500 imagens em alta resolução de exemplos de pintura medieval e vídeos com especialistas e curadores.

Autor: Graziella Beting
Fonte: www.uol.com.br



Manuscrito medieval é leiloado por mais de R$1 milhão em Londres

Um dos primeiros manuscritos medievais escritos em galês, intitulado de "As leis de Hywel Dda", foi leiloado nesta segunda-feira na casa Sotheby's, em Londres, por 541.250 libras (cerca de R$ 1,3 milhão).

Manuscrito em galês "As leis de Hywel Dda"
é leiloado por R$ 1,3 milhão em leilão de Londres
Trata-se de um pequeno livro de bolso que engloba o código legal adotado pelo rei galês Hywel Dda (Hywel o Bom, 880-950) no século X, que, segundo a casa de leilões, seguramente foi escrito por um escrivão para um advogado da Idade Média.

O tratado, que tinha um preço estimado de entre 500 mil e 700 mil libras (R$ 1,2 milhão e 1,7 milhão), foi oferecido a leilão pela Sociedade Histórica de Massachusetts, nos Estados Unidos, a fim de arrecadar fundos, e foi adquirido pela Biblioteca Nacional do País de Gales.

O manuscrito é o primeiro exemplar deste tipo a sair ao mercado em aproximadamente um século, e sua procedência dos Estados Unidos indica que foi levado para o país por colonizadores galeses no começo do século XVIII, segundo a casa de leilões.

Fonte: www.entretenimento.uol.com.br


Disputa sobre enterro das ossadas vira batalha final para Ricardo 3º

Descendentes de Ricardo 3º venceram uma batalha na Justiça relacionada ao local do enterro do monarca medieval, cujos ossos foram encontrados debaixo de um estacionamento no ano passado, mas foram solicitados a não entrar em uma versão judicial da Guerra das Rosas, na qual o rei morreu.

Arqueólogos acham esqueleto de Ricardo 3º
em estacionamento de cidade inglesa
Em uma das descobertas arqueológicas mais notáveis na história inglesa, um esqueleto com o crânio partido e a espinha curvada foi oficialmente identificado como sendo os restos mortais de Ricardo por exames de DNA, em fevereiro deste ano. 

Descrito por William Shakespeare como um tirano deformado que assassinou os dois jovens sobrinhos para reforçar seu poder, Ricardo foi morto em 1485 na Batalha de Bosworth, sendo o último rei da Inglaterra a morrer em campo de batalha.

A Universidade de Leicester, que liderou a busca para encontrar, exumar e identificar os restos de Ricardo, obteve permissão do Ministério da Justiça para enterrar novamente o rei na catedral de Leicester, que fica perto de Bosworth, no centro da Inglaterra.

Mas descendentes do monarca, que foi o último rei da dinastia Plantageneta, foram à Justiça argumentando que Ricardo deveria ser sepultado na catedral de York, a cidade no norte da Inglaterra com a qual ele manteve laços estreitos durante a vida.

Monarca foi enterrado às pressas e
com as mãos amarradas, mostra análise
Em um decreto emitido na sexta-feira (16/08/2013), o juiz da Suprema Corte Charles Haddon-Cave disse que o ministério errou em dar o sinal verde para o enterro em Leicester sem se engajar em consultas mais amplas, em uma questão de grande interesse público.

"A descoberta arqueológica dos restos mortais de um antigo rei da Inglaterra depois de 500 anos é sem precedentes", escreveu o juiz, concedendo permissão à Aliança Platageneta pró-York, um grupo de descendentes e entusiastas, a iniciar um exame judicial da questão.

"No entanto, eu recomendaria às partes evitar embarcarem na Guerra das Rosas Parte 2", escreveu. "Em minha opinião, seria impróprio, indigno e desagradável ter uma disputa judicial pelos restos reais".

Defensores de Ricardo há muito argumentam que ele foi injustamente criticado depois de sua morte pelos vitoriosos Tudor, e que sua reputação foi ainda mais prejudicada por uma peça de Shakespeare, escrita durante o reinado da rainha Elizabeth 1ª, uma Tudor.

Cientistas reconstituem rosto de Ricardo 3º
A imagem duradoura de Ricardo na imaginação popular é a de um corcunda enlouquecido pelo poder, conforme descrito por Shakespeare, gritando "um cavalo, um cavalo, meu reino por um cavalo!", após ser derrubado de seu corcel durante a Batalha de Bosworth.

Fonte: www.noticias.uol.com.br

Moeda medieval desconhecida é encontrada

Uma moeda medieval “única”, do reino de Guilherme I, o Conquistador, foi descoberta em um capo perto de Gloucester, na Inglaterra. 

O objeto metálico foi encontrado por Maureen Jones, em novembro. Especialistas do Sistema de Antiguidades Portáteis afirmam que o achado fecha “um buraco” nas datas em que a fabricação de moedas em Gloucester estava funcionando.

A moeda, possivelmente do ano 1077 a 1080, apresenta o nome de seu responsável, Silacwine, e onde ela foi cunhada. De acordo com o Sistema, até agora não haviam exemplos de moedas fabricadas na época de Guilherme, em Gloucester, nesse período. “Por isso a descoberta dessa moeda prova que a fabricação manteve-se funcionando durante todo o reitnado de Guilherme I”, afirmaram os especialistas.

Jones, que encontrou a moeda, é membro do Clube Taynton de Detecção de Metais. “Eu fui para um campo com outras duas mulheres, e foi lá onde eu achei a moeda”, afirma. “Eu sabia que era de prata, prensada, mas não consegui reconhecer o rei”.

Kurt Adams, do Sistema de Antiguidades, afirma que a moeda deveria ter grande valor na época em que foi perdida por seu dono, a mais de 900 anos.

Fonte: http://www.bbc.co.uk

Castelo medieval recebe prêmio de arquitetura moderna

Um castelo milenar na Grã-Bretanha, aparentemente em ruínas, esconde um dos maiores projetos de arquitetura moderna do país.

Erguido no século 12, Astley Castle esteve à beira do colapso após ter sido consumido por um incêndio na década de 70, mas ganhou vida nova com uma restauração que o transformou em uma casa de eventos ou de férias.

Na quinta-feira, o castelo medieval, que já foi lar de uma família aristocrata que teve ligações com a realeza britânica, ganhou o maior prêmio do Instituto Real de Arquitetos Britânicos.


A bancada julgadora ficou impressionada com a forma como o prédio foi revitalizado mantendo a carcaça original.